sábado, 24 de maio de 2008

Scucuglia* estréia e arromba

Caro leitor mefítico,

Você é daqueles que acredita que o Brasil merecia ganhar a Copa de 82? Que Paolo Rossi é um assassino? Que com a gente ninguém pode? Certamente tem o prazer de ler a Veja todas as semanas, mas isso não vem ao caso.

Veja bem, esse futebol de hoje em dia é uma coisa medonha. “Obina é melhor que Eto'o”. Por favor, gente, deixem de brincadeiras. É um pior que o outro, ninguém se salva, e o pior é que todos sorriem. Vejam o Ronaldinho, sorri como um condenado. Erra um lance, sorri. Desperdiça um passe, sorri. Leva uma patolada, sorri novamente.

Ah, sim, e temos aquela acusação clamorosa e cretina de que o futebol italiano é inteiro um catennacio. Os senhores já tiveram o prazer de ver a Roma jogar? Mancini por um lado, Cicinho do outro, o craque Taddei no meio e Totti a comandar tudo. Joga o futebol mais vistoso da Europa, quiçá do mundo. E depois dizem que futebol bonito é o brasileiro... basta! Driblar não é jogar.

*"Bom mesmo era no tempo do Feola" - Debate em Debate apresenta seu colunista esportivo (ou desportivo, como ele prefere), Apolonnio Scucuglia. Scucuglia nasceu em Brescia, na Itália, em 1918. Ajudou a fundar a Gazzetta dello Sport e foi expulso do conselho editorial do jornal por quebra de decoro. Dois dias depois, processou o periódico por manter seu nome no expediente. Ganhou 800 milhões de liras na ação judicial e veio gozar a merecida aposentadoria no Brasil, entre mulatas, caipirinhas e polpetones do Jardim de Nápoli. Scucuglia escreve de graça para D em D "só pelo piacere de metere o pau nesses cretino." Sua única exigência foi a compra de um telex para a redação, pelo qual recebemos seus textos e fotos antigas de mulheres seminuas.

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